Comissão avalia ‘novo pré-sal’ entre os Estados do Amapá, Pará e Maranhão

A Comissão de Minas e Energia, da Câmara dos Deputados, aprovou nessa terça-feira, 13, a criação de uma Subcomissão Especial para estudo, discussão, acompanhamento e aprimoramento das informações do “novo pré-sal”, localizado no arco norte do território brasileiro. Na prática, o colegiado vai acompanhar o andamento de análise sobre a existência de grandes volumes de petróleo na região, aproximadamente 30 bilhões de barris de petróleo, e auxiliar na elaboração de políticas públicas voltadas ao processo de extração petrolífera.

No início deste ano, a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) noticiou que recebeu um estudo científico que apontava grandes reservas de petróleo em águas ultraprofundas e o potencial petrolífero na franja oceânica norte do território brasileiro, situado no litoral dos Estados do Amapá, Pará e Maranhão. O estudo indica um segundo pré-sal no País, apontando a possibilidade de existirem aproximadamente de 20 a 30 bilhões de barris de petróleo. No pré-sal original são 40 bilhões de barris.

A nota técnica foi elaborada pelo professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Allan Kardec Duailibe Barros Filhos, pelo professor de Geopolítica da Escola Superior de Guerra, Ronaldo Gomes Carmona, e pelo presidente da ZAG Consultoria em Exploração de Petróleo, Pedro Victor Zalán.

De acordo com o autor do requerimento, deputado Cássio Andrade (PSB-PA), a criação desta subcomissão possibilita que a população dos Estados da região Norte, principalmente o Pará, acompanhem todo o processo, principalmente, pela importância do desenvolvimento regional, a partir de uma possível produção petrolífera na região Norte. “É importante que o Pará conheça esse potencial de investimentos e participe do processo de debates sobre o assunto. Estamos falando de uma quantidade imensa de petróleo, um segundo pré-sal brasileiro, que tem a ver com a economia do nosso País e com a economia do Estado do Pará. Com esta descoberta, a sua exploração poderá beneficiar toda a população com a geração de empregos, e fomentar os desenvolvimentos regional e industrial, além da geração de royalties para a região Norte do País”, defendeu o deputado.

O deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA), que presidiu a sessão da Comissão de Minas e Energia, também destacou a importância desse acompanhamento pela Câmara Federal, inclusive, na busca de diminuição do preço dos combustíveis para os amazônidas. “Nós que somos da região amazônica sabemos, que em alguns municípios, a gasolina chega a mais de R$ 8,00. É algo impensável hoje no mundo viver com esse valor. Então, nós vamos constituir essa comissão provisória que vai fazer um estudo sobre o porquê desse valor que chega tão caro. Para isso, temos que estudar também o barril de petróleo que é a origem de tudo isso”, disse, reforçando, na sequência, como deve agir a subcomissão especial.

“Nós vamos fazer uma pesquisa, junto com a Agência Nacional do Petróleo, vamos conversar com as distribuidoras, nós sabemos que há uma cadeia muito grande entre a produção do petróleo e o refino disso para chegar ao preço do combustível. Inclusive, com a mistura do etanol. Então, nós somos grandes produtores de energia, agora precisamos fazer todo esse levantamento, que é uma caixa-preta, nós não sabemos como a Petrobrás faz isso. A ideia é que essa comissão possa entrar dentro dessa caixa-preta e desnudar para a população saber se este preço é consistente ou se pode fazer alguma melhoria para a sociedade”, concluiu.

Fonte: oliberal.com

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